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quinta-feira, 2 de julho de 2009

Plano de Voo

" Boas famílias - até mesmo as melhores - ficam fora da rota 90 por cento do tempo! O segredo é que elas têm um senso de destinação. Conhecem a "trilha". E estão sempre corrigindo o curso, de novo e de novo. É como o vôo de um avião. Antes da decolagem, os pilotos examinam o plano do vôo. Por isso, sabem exatamente aonde vão e iniciam os procedimentos em conformidade com esse plano.Contudo, durante a viagem, o vento, a chuva, a turbulência, o tráfego aéreo, erros humanos e outros fatores interferem no plano, impulsionando ligeiramente a aeronave em direções diferentes, de modo que na maior parte do tempo o avião fica fora da rota do vôo prescrita!a. Ao longo de toda a jornada ocorrem pequenos desvios em relação ao plano de vôo. Condições climáticas adversas ou um tráfego aéreo especialmente pesado causam desvios maiores. Se não acontecer nada muito grave , porém o avião chegará ao seu destino. Mas como isso é possível? Durante o vôo, os pilotos recebem constantes feedback. São comunicações dos instrumentos sobre o meio ambiente, informações das torres de controle, de outras aeronaves e as vezes até das estrelas.E, com base nesses feedback, fazem os ajustes necessários para, de tempos em tempos retornar, ao plano de vôo. A esperança não jaz nos desvios, mas na visão, no plano e na habilidade de corrigir o curso. O vôo desse avião constitui a metáfora ideal para a vida familiar. Não faz nenhuma diferença se a nossa família saiu da rota ou mesmo está enredada em problemas. A esperança se encontra na visão , no plano e na coragem de continuar corrigindo o curso de novo e de novo". O segredo é ter uma destinação, um plano de vôo e uma bússola.




Do livro: " Os 7 hábitos das famílias muito eficazes" Autor: Stephen R. Covey Editora: Best Seller

terça-feira, 30 de junho de 2009

O Zelador da Fonte


Conta uma lenda austríaca que em determinado povoado havia um pacato habitante da floresta que foi contratado pelo conselho municipal para cuidar das piscinas que guarneciam a fonte de água da comunidade. O cavalheiro com silenciosa regularidade, inspecionava as colinas, retirava folhas e galhos secos, limpava o limo que poderia contaminar o fluxo da corrente de água fresca. Ninguém lhe observava as longas horas de caminhada ao redor das colinas, nem o esforço para a retirada de entulhos. Aos poucos, o povoado começou a atrair turistas. Cisnes graciosos passaram a nadar pela água cristalina. Rodas dágua de várias empresas da região começaram a girar dia e noite. As plantações eram naturalmente irrigadas, a paisagem vista dos restaurantes era de uma beleza extraordinária. Os anos foram passando. Certo dia, o conselho da cidade se reuniu, como fazia semestralmente. Um dos membros do conselho resolveu inspecionar o orçamento e colocou os olhos no salário pago ao zelador da fonte. De imediato, alertou aos demais e fez um longo discurso a respeito de como aquele velho estava sendo pago há anos, pela cidade. E para quê? O que é que ele fazia, afinal? Era um estranho guarda da reserva florestal, sem utilidade alguma. Seu discurso a todos convenceu. O conselho municipal dispensou o trabalho do zelador. Nas semanas seguintes, nada de novo. Mas no outono, as árvores começaram a perder as folhas. Pequenos galhos caíam nas piscinas formadas pelas nascentes. Certa tarde, alguém notou uma coloração meio amarelada na fonte. Dois dias depois, a água estava escura. Mais uma semana e uma película de lodo cobria toda a superfície ao longo das margens. Os cisnes emigraram para outras bandas. As rodas dágua começaram a girar lentamente, depois pararam. Os turistas abandonaram o local. A enfermidade chegou ao povoado.. O conselho municipal tornou a se reunir, em sessão extraordinária e reconheceu o erro grosseiro cometido. Imediatamente, tratou de novamente contratar o zelador da fonte. Algumas semanas depois, as águas do autêntico rio da vida começaram a clarear. As rodas dágua voltaram a funcionar. Voltaram os cisnes e a vida foi retomando seu curso. Assim como o conselho municipal da pequena cidade, somos muitos de nós que não consideramos determinados servidores. Aqueles que se desdobram todos os dias para que o pão chegue à nossa mesa, o mercado tenha as prateleiras abarrotadas. Que os corredores do hospital e da escola se mantenham limpos. Há quem limpe as ruas, recolha o lixo, dirija o ônibus, abra os portões da empresa. Servidores anônimos. Quase sempre passamos por eles sem vê-los. Mas, sem seu trabalho o nosso não poderia ser realizado ou a vida seria inviável. O mundo é uma gigantesca empresa, onde cada um tem uma tarefa específica, mas indispensável. Se alguém não executar o seu papel, o todo perecerá. Dependemos uns dos outros. Para viver, para trabalhar, para sermos felizes!

terça-feira, 23 de junho de 2009

Mães Morrem Quando Querem


Eu tinha 7 anos quando matei minha mãe pela primeira vez. Eu não a queria junto a mim quando chegasse à escola em meu 1º dia de aula. Eu me achava forte o suficiente para enfrentar os desafios que a nova vida iria me trazer. Poucas semanas depois descobri aliviado que ela ainda estava lá, pronta para me defender não somente daqueles garotos brutamontes que me ameaçavam, como das dificuldades intransponíveis da tabuada.
Quando fiz 14 anos eu a matei novamente. Não a queria me impondo regras ou limites, nem que me impedisse de viver a plenitude dos vôos juvenis. Mas logo no primeiro porre eu felizmente a descobri rediviva – foi quando ela não só me curou da ressaca, como impediu que eu levasse uma vergonhosa surra de meu pai.
Aos 18 anos achei que mataria minha mãe definitivamente, sem chances para ressurreição. Entrara na faculdade, iria morar em república, faria política estudantil, atividades em que a presença materna não cabia em nenhuma hipótese. Ledo engano: quando me descobri confuso sobre qual rumo seguir voltei à casa materna, único espaço possível de guarida e compreensão.
Aos 23 anos me dei conta de que a morte materna era possível, apenas requeria lentidão… Foi quando me casei, finquei bandeira de independência e segui viagem. Mas bastou nascer a primeira filha para descobrir que o bicho “mãe” se transformara num espécime ainda mais vigoroso chamado “avó”. Para quem ainda não viveu a experiência, avó é mãe em dose dupla…
Apesar de tudo continuei acreditando na tese da morte lenta e demorada, e aos poucos fui me sentindo mais distante e autônomo, mesmo que a intervalos regulares ela reaparecesse em minha vida desempenhando papéis importantes e únicos, papéis que somente ela poderia protagonizar… Mas o final dessa história, ao contrário do que eu sempre imaginei, foi ela quem definiu: quando menos esperava, ela decidiu morrer. Assim, sem mais, nem menos, sem pedir licença ou permissão, sem data marcada ou ocasião para despedida.
Ela simplesmente se foi, deixando a lição que mães são para sempre. Ao contrário do que sempre imaginei, são elas que decidem o quanto esta eternidade pode durar em vida, e o quanto fica relegado para o etéreo terreno da saudade…
Escrevi essa crônica em 11 de março de 2008, um dia após a morte de Ignês Pelegi de Abreu, minha mãe. Naquela época eu não tive condições de ler o texto no ar, no que fui socorrido pelo meu amigo Irineu Toledo. Hoje, um ano após sua morte, repito essa crônica em homenagem não só a ela, como a todas as mães.
Alexandre Pelegi

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Qual é o seu caminho?


Um dia um bezerro precisou atravessar uma floresta virgem para voltar ao seu pasto.
Sendo um animal irracional, abriu uma tortuosa trilha, cheia de curvas, subindo e descendo colinas...
No dia seguinte, outro animal que passava por ali, usou a mesma trilha torta para atravessar a floresta.
Depois foi a vez do carneiro, líder de um rebanho, que fez seus companheiros seguirem pela trilha torta.
Mais tarde, os homens começaram a usar esse caminho: entravam e saiam, viravam à direita, à esquerda, reclamando (até com um pouco de razão...) mas não faziam nada para mudar a trilha.
Depois de tanto uso, a trilha acabou virando estradinha onde os pobres animais se cansavam sob cargas pesadas, sendo obrigados a percorrer em 3 horas a distância que poderia ser vencida em no máximo, uma hora...
Muitos anos se passaram e a estradinha tornou-se a rua principal de um vilarejo. Posteriormente, a avenida principal da cidade.

Logo a avenida transformou-se no centro de uma grande metrópole e por ela passaram a transitar diariamente milhares de pessoas, seguindo a mesma trilha torta feita pelo bezerro, centenas de anos antes.
Os homens têm a tendência de seguir, como cegos, por trilhas feitas por outros, muitas vezes inexperientes, e se esforçam a repetir o que os outros já fizeram.

E a velha floresta, do alto de sua sabedoria, ria daquelas pessoas que percorriam a trilha como se fosse um único caminho... Sem se atrever a mudá-lo.

(autor desconhecido)

A propósito, qual é o seu caminho?

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Aprecie a viagem; não há bilhete de volta!!



George Carlin sobre envelhecer! (Absolutamente brilhante)



George Carlin's Views on Aging Pontos de vista de George Carlin sobre envelhecer...

Você sabia que a única época da nossa vida em que gostamos de ficar velhos é quando somos crianças? Se VOCÊ tem menos de 10 anos, VOCÊ está tão excitado sobre envelhecer que pensa em frações. Quantos anos Você tem? Tenho quatro e meio! Você nunca terá trinta e seis e meio. Você tem quatro e meio, indo para cinco! Este é o lance!

Quando VOCÊ chega à adolescência, ninguém mais o segura. VOCÊ pula para um número próximo, ou mesmo alguns à frente. Qual é sua idade?Eu vou fazer 16! Você pode ter 13, mas (tá ligado?) vai fazer 16!

E aí chega o maior dia da sua vida! Você completa 21! Até as palavras soam como uma cerimônia: VOCÊ ESTÁ FAZENDO 20 e Uhuuuuuuu!

Mas então VOCÊ se torna 30. Ooooh, que aconteceu agora? Isso faz VOCÊ soar como leite estragado! Êle se tornou azedo; tivemos que jogá-lo fora. Não tem mais graça agora, VOCÊ é apenas um bolo azedo. O que está errado? O que mudou? VOCÊ COMPLETA 21, VOCÊ SE TORNA 30, aí VOCÊ está EMPURRANDO 40... Putz! Pise no freio, tudo está derrapando!

Antes que se dê conta, VOCÊ CHEGA aos 50 e seus sonhos se foram. Mas, espere! Você ALCANÇA os 60. VOCÊ nem achava que poderia! Assim, VOCÊ COMPLETA 21, VOCÊ SE TORNA 30, VOCÊ EMPURRA os 40, VOCÊ CHEGA aos 50 e ALCANÇA os 60. Você pegou tanto embalo que BATE nos 70! Depois disso, a coisa é na base do dia-a-dia; Estarei BATENDO aí na 4ª. feira! Você entra nos seus 80 e cada dia é um ciclo completo; VOCÊ bate no lanche, a tarde se torna 4:30; VOCÊ alcança o horário de ir para a cama. E não termina aqui. Entrado nos 90, VOCÊ começa a dar marcha à ré; Eu TINHA exatos 92.Aí acontece uma coisa estranha. Se VOCÊ passa dos 100, VOCÊ se torna criança pequena outra vez. 'Eu tenho 100 e meio!' Que todos Vocês cheguem a um saudável 100 e meio!!

COMO PERMANECER JOVEM

- Livre-se de todos os números não-essenciais. Isto inclui idade, peso e altura. Deixe os médicos se preocupar com eles. É para isso que VOCÊos paga.
- Mantenha apenas os amigos alegres. Os ranzinzas só deprimem.
- Continue aprendendo. Aprenda mais sobre o computador, ofícios, Jardinagem, seja o que for, até radio-amadorismo. Nunca deixe o cérebro inativo. Uma mente inativa é a oficina do diabo. E o nome de família do diabo é ALZHEIMER.
- Aprecie as coisas simples.
- Ria sempre, alto e bom som! Ria até perder o fôlego. Lágrimas fazem parte. Suporte, queixe-se e vá adiante. As únicas pessoas que estão conosco a vida inteira somos nós mesmos.
- Mostre estar VIVO enquanto estiver vivo. Cerque-se daquilo que ama, seja família, animais de estimação, coleções, música, plantas, hobbies, seja o que for. Seu lar é seu refúgio.
- Cuide da sua saúde: se estiver boa, preserve-a. Se estiver instável, melhore-a. Se estiver além do que VOCÊ possa fazer, peça ajuda.
- Não 'viaje' às suas culpas. Faça uma viagem ao shopping, até o município mais próximo ou a um país no exterior, mas NÃO para onde VOCÊ tiver enterrado as suas culpas..
- Diga às pessoas a quem VOCÊ ama que VOCÊ as ama, a cada oportunidade.
- E LEMBRE-SE SEMPRE: A vida não é medida pela quantidade de vezes que respiramos, mas pelos momentos que nos tiram a respiração.

Todos nós temos que viver a vida ao máximo a cada dia! A jornada da vida não é para se
chegar ao túmulo em segurança em um corpo bem preservado, mas sim para se escorregar para dentro meio de lado, totalmente gasto, berrando: "QUE VIAGEM!"

VIVA SIMPLESMENTE, AME GENEROSAMENTE, IMPORTE-SE PROFUNDAMENTE, FALE GENTILMENTE, DEIXE O RESTO PARA DEUS...

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Jonas, um homem procurado por Deus

Jonas quis fugir de Deus, pensou que o mar seria sua rota de escape, mas Deus estava no mar. O vento e o mar estavam a serviço de Deus, enquanto Jonas, o profeta, procurava fugir de Deus.Quem foge da vontade de Deus logo se sente cercado por circunstâncias que parecem fatais. Quem viaja na contramão da vontade de Deus está a caminho de uma grande tempestade. Deus não estava querendo destruir Jonas com a tempestade, mas trazê-lo de volta ao caminho certo. As tempestades de Deus são pedagógicas, elas nos tomam pela mão e nos colocam no caminho de volta pra Deus. Interessante, é que tudo na natureza obedeceu a Deus, menos seu servo Jonas! Deus falou a Jonas por intermédio dos marinheiros pagãos (1-6,8,10), que não conheciam a Jeová. Não se pode escapar de Deus. Ele está em toda parte. Foi Ele quem lançou no mar um forte vento e fez brotar das suas entranhas uma avassaladora tempestade. A natureza não agiu por si mesma. Deus agiu sobrenaturalmente naquele momento, para encurralar o profeta fujão. Nenhuma fuga de Deus dura para sempre, quando aquele que foge é alguém que O conhece. Meu irmão, minha irmã, qual é a sua situação diante do Senhor? Muitos tem “fugido” do Senhor, deixando de exercer o seu ministério dando as mais variadas explicações. Não espere uma tempestade para voltar aos propósitos do Senhor. As lutas e as tempestades que as vezes enfrentamos pode ser Deus nos chamando ao serviço ou de volta para os seus braços. Não espere uma tempestade para voltar. Volte já! O Pai te espera.

Elson Brun

segunda-feira, 1 de junho de 2009

O Diamante Arranhado


Um rei possuía um valioso diamante, um dos mais raros e perfeitos do mundo. Um dia o diamante caiu de grande altura e um arranhão estragou parte dele. O rei chamou os melhores peritos para que tentassem corrigir a imperfeição, mas todos concordaram que não poderiam retirar o arranhão sem cortar fora uma boa parte da superfície, assim reduzindo o peso e o valor do diamante. Finalmente apareceu um artesão, não tão famoso, e garantiu: - Tenho muito observado o maior artesão de todos e, com ele, muito aprendi. Posso lhe garantir que saberei reparar o diamante sem reduzir seu valor. Sua confiança era tanta que, convencido, o rei entregou o diamante ao homem. Depois de alguns dias, o artesão retornou com o diamante ao rei, que ficou surpreso ao descobrir que o feio arranhão tinha desaparecido e em seu lugar fora entalhada uma bela rosa. O arranhão anterior tinha se tornado o talo de uma rara flor! O rei, empolgado, falou ao artesão: - Que belo trabalho, que ótima idéia. Diga-me, quem é este grande artesão que é seu mestre? E o artesão respondeu: - Deus, o artesão da vida. Deus está sempre, se permitimos, transformando nossos arranhões em algo de belo.

Definição de Saudade


Depoimento de um médico oncologista do Recife.


No início da minha vida profissional, senti-me atraído em tratar crianças, me entusiasmei com a oncologia infantil. Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei meus primeiros passos como profissional. Nesse hospital, comecei a freqüentar a enfermaria infantil, e a me apaixonar pela oncopediatria. Mas também comecei a vivenciar os dramas dos meus pacientes, particularmente os das crianças, que via como vítimas inocentes desta terrível doença que é o câncer. Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o sofrimento destas crianças. Até o dia em que um anjo passou por mim.
Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada por anos de tratamentos os mais diversos e todos os desconfortos trazidos pelos programas de quimioterapias e radioterapia. .. Mas nunca vi meu anjo fraquejar. Já a vi chorar sim, muitas vezes, mas não via fraqueza em seu choro. Via medo em seus olhinhos algumas vezes, e isto é humano! Mas via confiança e determinação. Ela entregava o bracinho à enfermeira e com uma lágrima nos olhos dizia: faça tia, é preciso para eu ficar boa.
Um dia, cheguei ao hospital de manhã cedinho e encontrei meu anjo sozinho no quarto. Perguntei pela mãe. E comecei a ouvir uma resposta que ainda hoje não consigo contar sem vivenciar profunda emoção.
Meu anjo respondeu:
- Tio, às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondida nos corredores. Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade de mim. Mas eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para esta vida!
Pensando no que a morte representava para crianças, indaguei:
- E o que a morte representa para você, minha querida?
- Olha tio, quando a gente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e no outro dia acordamos no nosso quarto, em nossa própria cama não é?
- É isso mesmo, e então?
- Vou explicar o que acontece, continuou ela: Quando nós dormimos, nosso pai vem e nos leva nos braços para o nosso quarto, para nossa cama, não é?
- É isso mesmo querida, você é muito esperta!
- Olha tio, eu não nasci para esta vida! Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!
Fiquei "entupefato" . Boquiaberto, não sabia o que dizer. Chocado com o pensamento deste anjinho, com a maturidade que o sofrimento acelerou, com a visão e grande espiritualidade desta criança, fiquei parado, sem ação.
- E minha mãe vai ficar com muita saudade minha, emendou ela. Emocionado, travado na garganta, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei ao meu anjo:
- E o que saudade significa para você, minha querida?
- Não sabe não, tio? *Saudade é o amor que fica!*
Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um a dar uma definição melhor, mais direta e mais simples para a palavra saudade: é o amor que fica!
Um anjo passou por mim...

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Desembaraçando os Fios


Havia uma tecelagem onde se fabricavam tecidos muito finos. Quando em dado momento os fios se embaraçavam, o operador devia tocar uma campainha, para ser atendido por um funcionário especializado, que punha as coisas em ordem novamente. Certa ocasião, entretanto, depois de um rapazinho ter pedido o auxílio do funcionário especializado e recebido assistência, um operário antigo na fábrica achou que ele próprio já sabia o suficiente, e podia passar sem o auxílio especializado. Então, quando novamente os fios se embaraçaram, ele mesmo tentou arrumar. Seus fios, porém, ficaram terrivelmente emaranhados e o estrago foi muito grande. Quando, enfim, ele chamou o especialista, disse-lhe: “Mas eu fiz o meu melhor!”. O especialista replicou: “O seu melhor é chamar por mim.”


Quantas vezes nós tentamos solucionar os problemas da vida por nós mesmos. Nós achamos que “nós sabemos”. Quanto mais rapidamente eles seriam resolvidos se os levássemos ao Divino Especialista. ‘Fazer o nosso melhor’ é chamar pelo Mestre. Essa é a mensagem que Deus tem para você. Se você se encontra num beco sem saída, e não sabe o que fazer para resolver seu problema, você não acha que a ocasião é certa para buscar ajuda de um Deus que tudo pode? Ele não que vê-lo debatendo-se em tensão, angústia, preocupação e desespero. Ele quer vê-lo calmo, tranqüilo, desfrutando da vida que Ele lhe deu, descansando n’Ele, confiante de que Ele pode resolver seu problema, pois para Ele não há impossibilidades. Disse também que a impossibilidade do homem é a oportunidade de Deus. Então por que lutar sozinho? Experimente buscar a Deus e tenha a certeza. Ele virá em seu socorro: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia n’Ele e Ele tudo fará” (Bíblia, livro de Salmos, capítulo 37, verso 4) Permita que Deus faça por você o que você mesmo não pode fazer, porque Ele nunca desampara os que n’Ele confiam. Isso é o melhor que você pode fazer. Texto Bíblico Utilizado: Salmos 37:4

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Torne-se um lago

Torne-se um Lago

O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse. -'Qual é o gosto?' - perguntou o Mestre. -'Ruim' - disse o aprendiz. O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago. Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago. Então o velho disse: -'Beba um pouco dessa água'. Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou: -'Qual é o gosto?' -'Bom!' disse o rapaz. -'Você sente o gosto do sal?' perguntou o Mestre. -'Não' disse o jovem. O Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse: -'A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu. Em outras palavras: É deixar de Ser copo, para tornar-se um Lago.